GREVE – Servidores de Saúde de Minas Gerais entram em greve por tempo indeterminado
26/04/2016 09:39 em Cidade

Os servidores estaduais da Saúde decidiram entrar em greve nesta segunda-feira. A categoria já tinha indicado que faria paralisação caso o governo de Minas Gerais não desse um posicionamento sobre as reivindicações do grup,o como reestruturação de plano de carreira e reajuste salarial. Hoje, os trabalhadores fizeram uma manifestação e seguiram em passeata para a Assembleia Legislativa (ALMG). O atendimento em algumas unidades ficou lento.

A paralisação conta com a adesão de enfermeiros, técnicos em enfermagem, assistentes sociais, fisioterapeutas e psicólogos. Os servidores estaduais de saúde pedem reajuste salarial com base na inflação do período, reestruturação do plano de carreira, redução da jornada de 40 para 30 horas semanais, mudança da data-base, entre outros.

“A greve atinge aproximadamente 80% dos trabalhadores. São servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), de escolas de sáude pública, Secretaria Estadual de Saúde (SES). Lembrando, que nos hospitais da rede Fhemig, a escala mínima de 30 % está sendo cumprida”, explicou Neusa Freitas, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde).

Segundo Neusa, a paralisação atingiu cidades do interior de Minas, como Bambui, Três Corações, Ubá, Barbacena, Juiz de Fora e Patos de Minas. “As unidades mais atingidas foram o Hospital João Penido, em Juiz de Fora, Hospital Antônio Dias, em Patos de Minas, e o Hospital de Barbacena”, afirmou. De acordo com a Fhemig, o atendimento ficou prejudicado no Hospital João XXIII, no Hospital Infantil João Paulo II e no Hospital Júlia Kubitschek, mas nenhum paciente deixou de ser atendido. A escala mínima de 30%, como previsto na lei de greve, está sendo cumprida pelos servidores.

Em nota, o Governo de Minas informou que apresentou uma contraproposta aos trabalhadores na última terça-feira. Sobre a redução da jornada de trabalho para todos os servidores da saúde, sem redução salarial, informou que será iniciada assim que o Estado superar “a restrição legal imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), tendo em vista atingir a jornada de 30 horas semanais pelos serviços que se organizam em turnos interruptos”. Alegou que, devido as dificuldades financeiras e orçamentárias impostas pela LRF, “não pode atender, de imediato, reivindicações que impactem no aumento da folha de pagamento”.

Definiu, ainda, que a partir do próximo mês, irá implantar os benefícios de auxílio-refeição e auxílio-transporte para os servidores estaduais cedidos aos municípios, denominados municipalizados. O Governo também se comprometeu com os sindicalistas a rever o decreto que regula as concessões de diárias atento às especificidades do trabalho na Secretaria de Estado da Saúde (SES) a retomar a discussão sobre a reestruturação das carreiras.

O Governo disse, também, que acatou outras reivindicações da categoria, como auxílio-creche para os servidores da Escola de Saúde Pública (ESP), extensão do pagamento da gratificação complementar para todos os trabalhadores da Unimontes tão logo o Governo do Estado não esteja mais sob as vedações da LRF, o retorno das promoções e progressões da carreira a partir do mês de abril/16, e a extensão do abono incorporável aos bolsistas da Fhemig.

jornaldelavras

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